sexta-feira, 18 de setembro de 2015

EM TEMPOS DE CRISE...


EM TEMPOS DE CRISE...


A nação está em crise. Isso não é nenhuma novidade. Todos os dias escutamos pelos meios de comunicação que o cinto vai apertar – mais ainda. Sobe o preço da gasolina e consequentemente de quase tudo. Impostos e mais impostos são colocados indiscriminadamente sobre nós, pequenos jumentos de carga (tributária). O salário a cada mês fica mais subnutrido. Para a maioria dos brasileiros ele já se parece com uma criança desnutrida numa Etiópia africana na pior seca da história.

Dilma e seus colegas de trabalho não tem pena de nós, povo brasileiro. Por que haveria de ter? Para eles os salários são reis momos. O que esperamos é que se cumpra em nós o sonho da faraônica presidenta: sete anos de escassez depois de sete anos de bonança. Ou basta-nos esperar para ver se o mar vai se abrir de novo e engolir os devoradores do sossego social brasileiro.

O Brasil já passou diversos períodos de dificuldades. Nada é novo debaixo do sol. O que parece é que nós, simples cidadãos, não aprendemos as lições. O que muitos se perguntam é: o que fazer em tempos de crise? O profeta Habacuque enfrentou uma situação terrível em sua nação. Ele testemunhou a transição do domínio Assírio, dos caldeus, para o domínio Persa, babilônico. São tempos de opressão, injustiça, violência e dor – não estou falando do Brasil, qualquer semelhança é mera coincidência.

O profeta busca a Deus para saber o que fazer. Sua conclusão é que apesar das lutas que iria enfrentar, ele sempre poderia confiar no Soberano.  E dizer: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja uvas nas videiras; mesmo falhando toda a safra de olivas, e as lavouras não produzam mantimento; as ovelhas sejam sequestradas do aprisco, e o gado morra nos currais, eu, todavia, me alegrarei no SENHOR, e exultarei no Deus da minha salvação!” (Habacuque 3.17-18). Nossa confiança não está em Dilma, nem no próximo presidente, nem em homem algum. Mas em Deus que tem cuidado de nós, mesmo quando não vemos isso claramente.

Vi uma postagem na internet que dizia: em tempos de crise tire o “s”. Eu gostei. Concordo plenamente. Muitas vezes o problema não está no momento. Não adianta ficar murmurando. Reclamando de tudo e de todos. Esperando a próxima eleição para cometer os mesmos erros. É hora de criar. Enxergar além das nuvens negras sobre nossas cabeças, famílias, igrejas, empresas, etc.

Conta-se uma história que dizia mais ou menos assim: em uma empresa de sapatos foi dado uma missão para dois vendedores. Eles tinham que ir numa região aonde soubesse que ninguém usava calçados de nenhum tipo. O primeiro foi sondar o lugar e tempos depois o segundo fez a mesma coisa. Na hora de prestar relatório ao gerente o primeiro disse:

– A região é pobre. Ninguém realmente usa sapatos, sandálias, etc. Se colocarmos uma loja lá teremos prejuízo. Já faz parte da cultura deles andarem descalços. Para tirar isso da cabeça deles é uma tarefa impossível. Não aconselho fazer tal investimento. Será um erro irrecuperável. Essa é a minha opinião.

Já o segundo vendedor disse o seguinte:

– A região é pobre, mas se gasta dinheiro com as necessidades imediatas. Lá, realmente, ninguém usa sapatos. Mas, se investirmos na divulgação, eles irão perceber que usar calçados irá diminuir as doenças, fazer com que eles se sintam incluídos na sociedade moderna, e com isso melhorará a autoestima deles. Vamos antes que alguém tenha a ideia de ir.

Qual dos dois vendedores você ouviria?



Antônio Pereira Jr.

oapologista@yahoo.com.br

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

(Somente a Deus damos a glória agora e sempre)

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