quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PARA SOFRER PELAS RAZÕES CERTAS


PARA SOFRER PELAS RAZÕES CERTAS

“Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus”. 1Pedro 2.20


Todos nós estamos sujeitos ao sofrimento. Diferentemente do que prega a Teologia da Prosperidade, querendo ou não, todos os cristãos sofrem. Certo que ninguém gosta de sofrer; nenhum cristão é masoquista. Mas é a promessa de Cristo que se cumpre em todas as nações e em todos os tempos; não foi Ele que disse: “No mundo tereis aflições”? Não se pode divorciar o cristão do sofrimento, isso em diversos aspectos. Para muitos, hoje em dia, sofrer é sinônimo de derrota. Para os cristãos do primeiro século era sinônimo de fidelidade a Deus. 

No entanto, o que Pedro nos diz é que existem razões certas e erradas sobre o sofrer. Sofremos, muitas vezes, por causa de nossas próprias culpas, erros e pecados. E, nisso, não há glória alguma. Esse é a razão errada. Quando um cristão faz uma coisa má estará sujeito a colher o que semeia, essa é uma lei inexorável. O sofrimento plausível e inevitável e que agrada a Deus é quando o sentimos por amor de Cristo, por amor a verdade do Evangelho. Ou seja, no contexto de Pedro, era quando os escravos convertidos podiam se revoltar contra seus patrões e senhores e, no entanto, seguindo a recomendação do apóstolo, se submetem a vontade dos seus donos, sendo eles bons ou maus. Paulo segue o mesmo princípio (Ef 6.5; Cl 3.22; 1Tm 6.1; Tt 2.9). O motivo da submissão, segundo Pedro, está no temor a Deus. O Senhor sabe quando estamos sofrendo injustamente ou como resultado de nossos atos (1Pe 1.17, 3-2,15). Ou como disse C. S. Lewis: “Certamente você realizará o propósito de Deus. Não importa como esteja agindo. Mas faz diferença se você serve como Judas ou como João”.

O nosso maior exemplo sobre submissão no sofrimento é o Senhor Jesus (1Pe 2.21-25). Está sofrendo por amor ao Evangelho? Sente-se desanimado, entristecido? Olhe pra Jesus, é o conselho do apóstolo Pedro. Ninguém sofreu como Ele; ninguém foi tão fiel no sofrimento quanto Ele; ninguém foi tão injustiçado quanto Ele; mas ninguém foi tão vitorioso quando nosso Salvador.  

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER  
(Somente a Deus damos a Glória, agora e sempre)

Pr. Antônio Pereira Júnior

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

NÃO SOU ISRAELITA, NEM QUERO SER.

NÃO SOU ISRAELITA, NEM QUERO SER.

“Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus”. Mateus 8.11

Existe hoje um retrocesso de algumas igrejas e pastores com relação a certas práticas judaicas que nada tem a ver com a Verdade do Evangelho. Alguns cristãos estão querendo judaizar a Igreja de Cristo. Foi assim no passado, tem sido assim nos dias hodiernos. Acreditam que a Igreja deveria realizar certas práticas judaicas para que seu culto seja aceito pelo Deus “judeu”. Ora, Deus não é judeu, nem americano, nem brasileiro. Deus é Deus. Para se ter uma ideia, alguns advogam as seguintes práticas: a guarda do sábado como meio de salvação; tocar de costas para a congregação, por considerar os ministros de louvor como “levitas”; uso do Shofar, para liberar unção ou invocar Deus  – em minha opinião isso é ridículo, pois contradiz o que Jesus disse em João 4.21-23 (pode-se usar o Shofar no culto como qualquer instrumento musical, desde que não se acredite que é o instrumento “especial” que “libera” a presença de Deus, nem Shofar, nem harpa, nem guitarra ou qualquer outro); observância de festas Judaicas – que devem ser celebradas pelos judeus de verdade, pois faz parte de sua cultura, e não pelos genéricos; uso do Kipá e Talit, que são as vestimentas que os judeus praticantes usam para ir a sinagoga; tirar os calçados ao entrar na igreja (alguns já chamam de tabernáculo ou sinagoga) – por estar pisando em lugar santo; uso excessivo de símbolos judaicos tais como, a bandeira de Israel, o Menorah ou a Estrela de Davi etc.  

Festas Judaicas, Sabbath, tradições e liturgias judaizantes não são exigidas dos cristãos gentílicos. A Bíblia declara que foram abolidas – Rm 14.5; Gl 4.9-11; Cl 2.8; Cl 2.16-17. Veja o que um judeu de verdade, o grande apóstolo Paulo, que tinha a consciência transformada pela Graça, acha disso tudo: Gl 4.21-26; Gl 3.1. Aliás toda a epístola de Paulo aos Gálatas é um combate feroz e final para os judaizantes daquela época e da nossa também. Vele a pena lê-la toda.

Quando digo que não quero ser judeu, não estou, de forma alguma menosprezando a grande nação de Israel. Não sou judeu porque, simplesmente, nasci no Brasil, portanto, sou brasileiro. Creio que a própria existência de Israel, como nação, é um milagre. Não se pode negar que existem promessas de Deus com relação ao Seu povo do Antigo Pacto – Jr 31.35; Ex 3.16; Lv 20.26; Dt 10.12-15. No entanto, os judeus, como nação, rejeitaram a Jesus – Jo 1.11; não creram no Evangelho. Os Dispensacionalistas creem que existem dois planos distintos: um para Israel e outro para a Igreja. Hoje, grande parte dos congregacionais (denominação da qual faço parte) são pré-milenistas e dispensacionalistas. O dispensacionalismo popularizou-se por causa de John Nelson Darby e das anotações da Bíblia de Scofield. Um dos problemas, a meu ver, é que alguns cristãos chegam até a idolatrar a nação de Israel. Aplaudem os seus erros e idolatram seus acertos. No entanto, o que realmente a Bíblia diz sobre o assunto? Quem é o povo de Deus hoje: Israel ou a igreja?

Sempre tem quem diga que o termo “igreja” não surge no chamado Antigo Testamento, mas esta é uma ideia que tem a sua origem no fato de lermos traduções bíblicas nas nossas próprias línguas e pelas interpretações dos Dispensacionalistas. O termo “Igreja” deriva da palavra grega “ekklesia”, que é uma tradução do termo hebraico “qahal”, que é repetidas vezes aplicada à congregação de Israel. Na Septuaginta, a “congregação de Israel” passa a ser a “ekklesia de Israel”. Todos estes termos têm um mesmo significado, uma assembléia ou congregação de pessoas, de chamados para fora, neste caso, os que seguem a Deus (Igreja de Deus ou “Qahal HaElohim”/ “Qahal YHWH”, no hebraico, ou “ekklesia” no grego). O Israel de Deus é a Igreja e a Igreja é composta dos eleitos, tanto do Velho quanto do Novo Testamento, até o presente século, ou seja, o Israel de Deus – o Seu povo eleito. Aqueles criam, pela fé, pela Graça e não pela Lei, no Messias que haveria de vir; nós, da mesma forma, pela fé, pela Graça, no Messias que já veio. Lucas refere-se ao antigo Israel como “a ekklesia que esteve no deserto”. (Atos 7.38)

E as promessas de Deus com relação a Israel? Greg L. Bahnsen [1] nos diz que: O grande Paulo explica a questão em Romanos. Ele estava grandemente perturbado com a rejeição de Cristo pelos seus irmãos segundo a carne, os israelitas (9:1-5). A palavra de Deus falhou? (v. 6). Paulo responde essa pergunta mediante as palavras de Romanos 9. Nem todo na nação de Israel era verdadeiramente povo de Deus. Essa diferenciação era de acordo com o propósito soberano de Deus na eleição. A promessa pactual de Deus nunca garantiu a salvação para todos do Israel étnico, diz Paulo, mas fez provisão para a inclusão dos gentios na salvação. Em Romanos 10 Paulo explica o grave erro teológico dos judeus, sendo ignorantes da justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria (v. 3). Embora um evangelho gracioso tenha sido publicado aos judeus por todo o Antigo Testamento, e embora Israel fosse obstinado contra ele, as boas novas foram descobertas pelos gentios (vv. 16-21). Paulo viu que a nação de Israel tinha rejeitado a Cristo, e que a igreja estava agora crescendo através da conversão dos gentios. Assim, em Romanos 11.1 Paulo faz a dolorosa pergunta se Deus rejeitou o seu povo. Os judeus étnicos tinham sido expulsos totalmente do reino de Deus? Eles têm algum futuro? Paulo insiste que Deus não rejeitou totalmente os judeus (vv. 2-4). Seu amor e eleição reservou um remanescente entre Israel (vv. 5-6) – em cuja promessa Paulo fazia parte, como tantos outros judeus que foram salvos –, embora muitos foram endurecidos pela sua auto-justiça (vv. 7-10). Poderíamos dizer então que Israel tropeçou. O propósito de Deus era fazer Israel tropeçar, para que caísse totalmente? Paulo nega isso (v. 11). Antes, Israel rejeitou o Messias como seu salvador, com o resultado que a salvação viria aos gentios (cf. Atos 13:46, 18:6, 28:28). A salvação dos gentios, além disso, foi pretendida por Deus “para pô-los (Israel) em ciúmes”. Paradoxalmente, a presente incredulidade de Israel (que envia o evangelho aos gentios) servirá ao propósito de restaurar Israel à fé! Assim, quanto mais o ministério de Paulo aos gentios encontra sucesso, mais a causa da salvação de Israel é promovida (vv. 13-14) mediante essa provocação ao ciúme. (grifo nosso)

Por fim, Jesus disse: “Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado [Israel] e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos” (Mateus 21.43). Todos aqueles que seguiram nos passos da fé de Abraão – quer judeus ou gentios – foram contados como sua semente: “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão… E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3.7, 29). A nação de Israel era apenas um passo no plano abrangente de Deus de criar um corpo internacional como seu povo escolhido. E ainda: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente” (Rm 2.28-29). “Não pode haver judeu nem grego… porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). “Em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável” e Deus “não estabeleceu distinção alguma entre nós (os judeus) e eles (os gentios), purificando-lhes pela fé o coração” (At 10:35, 15:9). As promessas a Abraão e à nação de Israel no Antigo Testamento foram todas feitas em e por meio de Cristo, para o verdadeiro povo de Deus. A igreja de Jesus Cristo (gentios e judeus) é agora o Reino de Deus, o povo de propriedade exclusiva de Deus, e como tal herda as bênçãos prometidas a Abraão e a Israel. Deus abençoe os Israelitas e que eles se convertam para serem, de fato, filhos de Deus. Eu prefiro ser brasileiro, salvo e resgatado pelo sangue do Cordeiro.

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER
Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior
E-mail: oapologista@yahoo.com.br

DEUS NÃO ESTÁ MORTO - DICA DE LEITURA


DICA DE LEITURA: "DEUS NÃO ESTÁ MORTO"

Li o livro: "Deus Não Está Morto". Autor: Rice Broocks. Editora: Thomas Nelson Brasil. 256 pg.

O livro não é contando a história do filme, que, aliás, deixa muito a desejar. O livro é embasado em fatos e em argumentação científicas, aumentando os argumentos contra o ateísmo. Rice Broocks traz argumentos convincentes para todos que querem ter respostas racionais para combater os céticos.O livro tem o prefácio de Augusto Cury já bem conhecido do público brasileiro. Vale a pena ler...

Recomendo o livro para universitários, seminaristas, apologistas, pastores e líderes em geral.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

DICA DE LEITURA: "O CAMINHO DAS PEDRAS"



DICA DE LEITURA:

Li o livro: "O Caminho das Pedras" Autor: Ryoki Inoue. Editora: Summus Editorial. 118 pg.

O escritor Ryoki Inoue é brasileiro, autor de mais de 1.000 livros. É o escrito com mais livros publicados segundo o Guinness Book. Nesse livro ele traz dicas breves para quem quer se aventurar em escrever um livro. Não vem com fórmulas mágicas. Sua ênfase é na organização, disciplina e seriedade para se fazer uma boa oba literária.

Pra quem não conhece nada de técnica literária é um bom começo. Um ponto negativo, na minha opinião, é que ele deveria ser mas detalhado em alguns pontos. Me decepcionei com o número de páginas (apenas 118) e com a qualidade gráfica do livro (parece livro descartado num porão da editora). Li a 3a edição e, acho, deveriam melhorar um pouco mais, fazer uma edição mais atual, revista, quem sabe fazê-lo com orelhas, indicações de pesquisa, etc.

Recomendo para quem realmente não conhece nada de técnicas literárias. Para um escritor um pouco mais exigente, aconselho o livro: "Vencendo o desafio de escrever um romance", do mesmo autor, e que trata de vários pontos tratados neste, só que com mais profundidade.