domingo, 23 de agosto de 2015

AVIVAMENTO OU AVILTAMENTO?




 AVIVAMENTO OU AVILTAMENTO?


Estas duas palavras são parecidas, porém, divergentes. Temos visto que, na igreja hodierna, elas misturam-se na mente do povo de Deus. Infelizmente, muitos não conseguem distinguir uma da outra. Deixe-me dar a definição de ambas.

John Stott define avivamento ou reavivamento como: “... uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência de Sua santa presença e é surpreendida por ela. Os inconversos se convencem do pecado, arrependem-se e clamam a Deus por misericórdia, geralmente em números enormes e sem qualquer intervenção humana. Os desviados são restaurados. Os indecisos são revigorados. E todo o povo de Deus, inundado de um profundo senso de majestade divina, manifesta em suas vidas o multifacetado fruto do Espírito, dedicando-se às boas obras” (A verdade do Evangelho, p. 119).

Creio que Deus pode, e frequentemente o faz, operar um grande reavivamento em nossos dias para reavivar a igreja que está dia-a-dia descendo ladeira abaixo empurrada pelo vento do modernismo, da falta de firmeza doutrinária, da escassez de uma santidade impactuante e não legalista. E que isso, na realidade, é necessário e urgente. A igreja precisa de reavivamento e reforma doutrinária. Não obstante, muito do que se vê por ai não passa de descarado aviltamento.

Já a palavra “aviltamento” significa: vileza, desonra, ignomínia, descrédito, vergonha. A maioria dos “avivamentos” que existem por ai não passa de aviltamento. Verdadeira vergonha de um pseudo-evangelho, uma pseudo-salvação. Verdadeira infâmia contra a santidade de nosso Deus maravilhoso.

Vários períodos da história da Igreja pós-apostólica foram marcados por reavivamentos maravilhosos, onde Deus usou soberanamente homens falíveis para uma proclamação das verdades de um Deus infalível. Por exemplo: A Reforma Protestante (John Wycliffe, Lutero, Calvino, Knox), Reavivamento Morávio (conde Zinzendorf), o Grande Reavivamento do séc. XVIII (John Wesley, Charles Wesley e Jorge Whitefield), Reavivamento Americano de 1725 e 1760 (Teodoro Fredinghuysen e Jônatas Edwards), só para citar alguns.

Todos os despertamentos históricos foram marcados em contraposição por desvios e abusos que tentaram passar por avivamento, mas que nada mais eram que aviltamento. Gostaria de falar, em breves palavras, sobre o que NÃO é reavivamento espiritual:

1. Reavivamento não é simplesmente agendar programações, promover campanha evangelística, retiros, etc. O Espírito Santo de Deus age como Ele quer e não segundo as nossas concepções e agendamentos humanos. “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai...” (João 3:8 a).

2. Reavivamento não é assistir “Louvorzão”. Realizar encontros de jovens e reuniões de avivamento. Não é animação no culto. Participar de uma “coreografia santa” não é reavivamento. Pessoas podem dar amém na hora certa, levantar as mãos para o céu, chorar, cair, mas essas coisas não querem dizer que haja verdadeiramente um mover do Espírito.

3. Reavivamento não é linguajar religioso. “Tome posse da bênção”; “Eu decreto”; “Ta amarrado”. São essas as frases, dentre tantas outras, que os cristãos brasileiros estão usando como mantras espirituais dentro das igrejas. O linguajar tem que ser este. Quem não anda por essa cartilha é taxado de cru. Isto é inconcebível.

4. Reavivamento não é praticar um “pentecostalismo descompromissado”. Em Mt 7. 22 – 23 está uma advertência séria com relação a práticas tão populares hoje. Veja o texto: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Veja que “igreja” maravilhosa. Existia profecia: “não profetizamos nós em teu nome?”. Existia exorcismo: “não expulsamos demônios?”. Existiam curas e milagres: “não fizemos muitas maravilhas?”. Contudo, Deus os reprovou! A advertência é séria: “Nunca vos conheci”. Em outras palavras: “Vocês não são dos meus”. O problema é que essas pessoas irão descobrir isso muito tarde. Espero que você não seja uma delas.

5. Reavivamento não é mudar os costumes. – Mt 23. O próprio texto de Mateus 23 é contundente. Fala por si. “Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, e amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado”. (v. 1-12). Conheço várias pessoas que poderiam encaixar-se perfeitamente nessas advertências. Lembrem-se: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!”

6. Reavivamento não é mudar de teologia. As pessoas mudam de doutrinas como se muda de roupa. Não existem raízes. São como uma folha seca levada pelo vento. Basta surgir um propagador de bênçãos e ele estará lá. Não se questiona nada, o importante é sentir. Chamo isso de “sensitividade herética”. Charles Spurgeon já advertia a igreja a mais de cem anos atrás: “As pessoas dirão: ‘Gostamos desta forma de doutrina e gostamos também da outra’. Mas o fato é este: eles gostariam de qualquer coisa, desde que um enganador esperto lhes apresentasse isso de uma maneira aceitável. Eles admiram Moisés e Arão, mas não diriam uma palavra contra Janes e Jambres. Não devemos ser cúmplices daqueles que visam criar esta mentalidade. Temos de pregar o evangelho de modo tão distinto que o nosso povo saiba aquilo que estamos pregando. ‘Se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha?’ (1Co 14.8). Tenho ouvido dizer que uma raposa, que é perseguida muito de perto pelos cães, finge ser um deles e corre com eles. É isso que alguns estão desejando agora: que as raposas pareçam cães. Existem pregadores dos quais é difícil dizer se são cães ou raposas; contudo os homens não podem ter dúvidas sobre as coisas que ensinamos ou cremos”. – Charles Spurgeon. (1834 – 1892)

Spurgeon também dizia: “Nada há de novo na teologia. Exceto o que é errado”. Ou seja, a teologia bíblica é aquela pregada por Paulo, Pedro, João etc. São as “velhas doutrinas” que fazem bem a alma e salva o pecador.

7. Reavivamento não é algazarra eclesiástica. O que temos visto em muitos arraiais não passa de algazarra eclesiástica. Há muito pulo, gritos, meneios, mas pouca santidade prática. Pouco compromisso com a obra de Deus. Quase nenhuma intenção de evangelizar os povos que ainda não ouviram o evangelho de Cristo. Ninguém quer sair de suas cadeiras confortáveis para lugares inóspitos.

Isso me lembra uma velha fábula: “Era uma vez quatro pessoas que se chamavam "Todomundo", "Alguém", "Qualquerum" e "Ninguém". Havia um importante trabalho a ser feito e "Todomundo" acreditava que "Alguém" iria executá-lo. "Qualquerum" poderia fazê-lo, mas "Ninguém" o fez. "Alguém" ficou aborrecido com isso, porque entendia que sua execução era de responsabilidade de "Todomundo". "Todomundo" pensou que "Qualquerum" poderia executá-lo, mas "Ninguém" imaginou que "Todomundo" não o faria. No final da história; "Todomundo" culpou "Alguém" quando “Ninguém", fez o que "Qualquerum" poderia ter feito”. Pense nisso quando tiveres que fazer algo na Obra de Deus.

8. Reavivamento não é crescimento do número de membros. Penso que um dos maiores problemas da igreja nesses últimos tempos é o inchamento de livros de registro de membros. Pelo simples fato de que, na grande maioria das vezes, colocam-se pessoas no rol de membros da Igreja local, quando ela não pertence à Igreja Universal de Cristo. Hoje, mais do que nunca, as igrejas estão cheias de pessoas não convertidas, o que gera uma igreja cancerosa, morta, inoperante. Que Deus tenha misericórdia de nós.

AFINAL, O QUE CARACTERIZA O VERDADEIRO REAVIVAMENTO?

Algumas marcas podem ser detectadas nos verdadeiros reavivamentos trazidos por Deus através da história. Além das características que John Stott nos apresenta em sua definição acima, gostaria de traçar alguns breves e limitados pontos no que concerne ao verdadeiro reavivamento:

1) O verdadeiro reavivamento traz toda honra a Deus. A figura humana não aparece, Deus é que é admirado. Os holofotes estão em Deus, em Sua pessoa, Seu caráter, Sua santidade, Seu poder, Sua honra e Sua glória. O arbítrio humano dá lugar à soberania divina. O homem reconhece que não passa de “um caco de barro no meio de outros cacos” – Isaías 45:9

Edwards disse que: “nenhum avivamento ou experiência religiosa é genuína se não realçar esse Deus sublime em sua soberania, graça e amor”. Ele advertiu contra dois grandes erros no avivamento. Primeiro, o mero emocionalismo. Segundo é dar ênfase não a Deus, mas às respostas humanas. O reavivamento que não se preocupa com a glória suprema de Deus não é reavivamento é aviltamento.

Alguns líderes quando estão falando de Deus, geralmente procuram incutir na mente das pessoas aquilo que Deus jamais diria. Eles dizem: “Deus vai fazer isso amanhã”; “No próximo culto Deus vai operar e vai batizar, curar, etc”; “Vamos fazer uma semana de reavivamento e vocês irão ver Deus fazendo maravilhas”.

Não estou dizendo que Deus não pode fazer, Ele faz o que quiser e não pede licença ao homem. O que estou dizendo é que Deus não trabalha de acordo com a agenda humana. Lamento informar, mas Deus não nos deu a Sua agenda de amanhã, muito menos da semana que vem.

2) O verdadeiro reavivamento expõe as verdades antigas do evangelho. Avivamento sem retorno às verdades da Palavra de Deus não passa de aviltamento. Charles Spurgeon certa vez disse o seguinte: “Nada há de novo na teologia, exceto o que é errado”. Não há avivamento sem o desejo por entender e estudas a Palavra.

3) O verdadeiro reavivamento leva os cristãos à profunda santidade. Consequentemente a Igreja cresce em quantidade e qualidade. A primeira não fica em detrimento a segunda. É verdadeira mudança no comportamento.

4) O verdadeiro reavivamento traz abertura, convicção, quebrantamento, confissão e arrependimento do pecado. É descoberta toda podridão do coração depravado do homem, ele sente a nojeira do pecado e é levado a refugiar-se na graça de Cristo.

Grande parte dos cristãos de hoje não sabem nada sobre o pesar do coração em contrição à santidade de Deus. Os puritanos falavam de “agonizar

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. Salmo” – 139:23,24.

5) O verdadeiro reavivamento traz uma nova vida à ação missionária da Igreja. Reacende a chama por missões. O amor ao perdido é reanimado pela ação irresistível do Espírito Santo. Traz mudança na sociedade em que a Igreja está inserida.

Amados, tenhamos cuidado para não querermos “produzir reavivamento” no intuito de agradar aos homens, granjear ovações e considerações que não servem para nada, senão, para acariciamento do ego e inchamento da nossa natureza carnal. Lembrem-se: “... uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus”.

Nenhum homem pode “produzir” reavivamento. Todo “reavivamento” produzido pelo homem é, sem sombra de dúvidas, aviltamento. Espero que você tenha sido abençoado por estas breves considerações.

Vigiemos para que nosso “avivamento” não se torne em aviltamento a Deus, a quem devemos dar toda honra, toda glória e todo louvor. Como nos diria João Batista: “Importa que Ele cresça e que eu diminua” – João 3:30


Clamemos como o salmista: “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” – Salmo 85.6.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

ENQUANTO HOUVER SOL...


ENQUANTO HOUVER SOL...


O evangelista Marcos registra um momento ímpar na vida de Jesus: “E compartilhou com eles: ‘Minha alma está extremamente triste até à morte; ficai pois aqui e vigiai’” (Marcos 14.34 – KJV). Cristo, nosso Senhor, nesse momento, teve um dia de trevas, uma noite escura da alma, um momento de abandono e angústia. Já teve um dia assim? Quem nunca teve não é? Noites escuras podem durar dias, meses ou até anos.

Em momentos como esse parece que nosso mundo interior vai desabar. Não conseguimos enxergar soluções em meios a tantos problemas e dores. Aqueles que deveriam estar do nosso lado ficam em estado de letargia, assim como os discípulos fizeram com o Mestre (Marcos 14.37). Os que nunca imaginamos que nos dariam às costas são os primeiros a nos decepcionar. Ou nas palavras de Augustos dos Anjos: “a mão que afaga é a mesma que apedreja”.  

Nessas horas, o coração fica apertado e as lágrimas são nossas companheiras constantes. Muitos salmistas sabiam o que era isso. Tristeza sobre tristeza, angústias sobre angústias e a esperança de dias melhores parece algo distante e utópico. Muitos, em dias de trevas, não conseguem enxergar nenhuma luz. Os sentimentos se confundem e entra-se em um estado de comiseração, ou então em depressão, ou procura-se culpados, ou sente-se a própria encarnação da culpa. A única coisa que enxerga-se é o momento.

Esquecem-se de que toda noite escura precede um dia claro. Não é por que você está numa noite escura em sua vida que o sol vai deixar de brilhar. Não se ache a pessoa mais magoada do mundo. Nem você, nem eu temos o poder de parar os dias para que todos possam contemplar o quanto somos vítimas das circunstâncias. Sei que é difícil, eu já passei várias noites escuras. Mas como nasci em Esperança sou esperancense e esperançoso por natureza. Esperança é saber que tudo passa: as noites escuras, as de tempestades. E que Deus sempre tem verões depois dos invernos da alma.

Tenha esperança do verbo esperançar, como dizia Paulo Freire. Esperança do verbo esperar dá a ideia de ficar estático, deprimido, sem ação alguma, esperando que algo vá acontecer por si só. A dor vai passar... ele ou ela vai voltar... vou conseguir pagar tal dívida... a doença vai embora sem que precise tomar algum remédio ou se procure ajuda. No entanto, “esperançar” é diferente. É fazer sua parte confiando que Deus está do seu lado e cuida de você. Aquele que disse: “... a minha alma está angustiada até a morte”, também pôde dizer depois da noite escura: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo...” (Atos 1.8). Percebe? Só haverá poder pra você depois que enfrentar sua noite escura, assim como Cristo o fez.

Não sei qual a sua noite escura, mas sei de uma coisa, noites escuras fazem parte da existência humana. No entanto, a Palavra diz: “entrega a Ele toda sua ansiedade porque Ele tem cuidado de você” (1Pedro 5.7). Enquanto houver sol sempre haverá esperança de dias de alegria e felicidade. Mesmo quando não se vê o sol brilhar por causa das nuvens negras que sobrevoam nossas cabeças, o sol continua ali. Não fique isolado em sua solidão existencial, olhe para o sol que teima em brilhar a cada dia, só pra você não se esquecer de uma coisa: o Deus que criou o sol é o mesmo que criou você. Se o sol continua dando seu brilho, você também brilhará...



Antônio Pereira Jr.
oapologista@yahoo.com.br

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

(Somente a Deus damos a glória agora e sempre)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A ARTE DE SER RESILIENTE...



A arte de ser resiliente…


Algumas palavras são difíceis de entender. Vez por outra precisamos procurar num bom dicionário o significado de algumas delas, pois, afinal, quase todas as boas definições estão lá – algumas não tão boas, mas pelo menos é um começo. Alguns chamam-no de pai dos burros. Nada mais irreal. O dicionário é o pai dos inteligentes, dos curiosos, daqueles que querem aprender e tirar as suas dúvidas, daqueles que não se conformam em não saber.
Uma das palavras que lembrei esses dias foi resiliência. Se alguém lhe perguntasse se você é resiliente o que diria? Sem olhar o dicionário, por favor… Resiliente não é uma palavra que usamos com frequência. Embora a vivamos quase todos os dias. Tudo bem, vou poupar seu tempo, vou lhe dá a definição que encontrei. O dicionário Michaelis define resiliência como: 1. Ato de retorno de mola; elasticidade. 2. Ato de recuar (arma de fogo); coice. 3. Poder de recuperação. 4. Trabalho necessário para deformar um corpo até seu limite elástico. Resiliência significa voltar ao estado normal, é um termo oriundo do latim “resiliens”. Possuindo vários significados para a área da psicologia, administração, ecologia e física.
Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum. Em Inglês se acrescenta o sentido de “capacidade de recuperação após um golpe”. Resumindo, pode ser: a capacidade de superar, principalmente alguma adversidade.
Podemos dizer que ser resiliente poderia significar simplesmente não deixar a bola cair. Quantos problemas, lutas, decepções, ansiedades, medos, tribulações, tempestades passamos na vida? Ser resiliente é uma arte que só se aprende depois de muitas idas e vindas da existência humana. Cada momento de dificuldade é uma oportunidade de dar a volta por cima. Como dizia uma música interpretada pelo mineiro Mário Sousa Marques Filho, mais conhecido como Noite Ilustrada: “Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dar a volta por cima”.
O apóstolo Paulo foi muito resiliente durante toda sua vida. Ele passou inúmeras dificuldades e situações desesperadoras (2Coríntios 11). No entanto, ele disse certa vez:“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado (a maturidade), mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.13-1).
Entendeu o que Paulo nos ensina? Você pode não ser perfeito, errar muitas vezes, mas o segredo é não ficar preso ao passado, imaginando como seria se tivesse tomado outra decisão. Se não tivesse dito aquilo. Se não tivesse desperdiçado a oportunidade. Se não tivesse perdido tanto tempo… Não viva de “se”… O passado já passou. Não há como mudá-lo, mas é possível fazer um amanhã melhor. Levante, sacode a poeira, dê a volta por cima. Difícil? Claro que é, nem tudo na vida é fácil. Mas a decisão de ficar sentado se lamuriando ou levantar-se e seguir em frente é sua e de mais ninguém.
Então, você é resiliente?

Pr. Antônio Pereira Jr.
(1ª Igreja Congregacional em Guarabira – PB).
E-mail: oapologista@yahoo.com.br

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER
(Somente a Deus damos a glória agora e sempre)