quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A GANÂNCIA HUMANA

A GANÂNCIA HUMANA

A ganância humana não tem limites. Gandhi certa vez disse que: “na terra há o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não para satisfazer a ganância de alguns”. O desejo de possuir, de ter, de amealhar é um pecado que hoje é tido como virtude. Quem consegue juntar muito mais do que necessita é tido como uma pessoa a ser imitada e reverenciada. Biografias são escritas e palestras são desejadas.

Quanto mais alguém tem, mais deseja ter. Quanto mais se junta, mais se quer juntar. A grande questão é: para quê? Tudo isso não seria vaidade, ou seja, coisa vã, passageira? Quem falou isso foi um homem que foi considerado, talvez, o mais rico que já existiu: Salomão. Ele afirmou: “Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade” (Eclesiastes 5.10).

Algumas pessoas acumulam porque o TER ficou mais importante do que o SER. Não que o ter seja ruim por si só, não sou idiota. Se eu puder ter um carro, uma casa, uma cama melhor, terei com prazer. Não sou a favor da falsa espiritualidade que prega o não ter como obtenção do favor do Eterno. Não é isso que estou advogando. Millôr Fernandes dizia, e eu concordo com ele, que: O importante é ter sem que o ter te tenha”.

Um coração ganancioso se transforma em um ser idólatra, pois começa a adorar aquilo que tem e isso toma o primeiro lugar na vida, fazendo com que se despreze aquilo que é mais valioso. O apóstolo Paulo nos diz que: “... o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e por causa dessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se atormentaram em meio a muitos sofrimentos” (1Timóteo 6.10). Percebe? Não é o dinheiro em si, é o amor excessivo a ele. O amor ao dinheiro faz com que deixemos de amar o imperecível para fazer-nos devotar nossa veneração aquilo que pode até ser visível, palpável, contudo, passageiro.

Quantos filhos são infelizes porque seus pais não têm tempo para eles porque vivem trabalhando o tempo todo para dar “o melhor” para sua família? Os pais, não entendem que a maioria das coisas que traz felicidade a um filho não pode ser comprado. Valores como: amizade, amor, carinho e tempo, não são vendidos nas prateleiras de um shopping.

Quem está no leito da morte se arrepende, não porque gostava de juntar mais um milhão, mas sim por não ter dado amor as pessoas próximas enquanto tinham oportunidade. Pare um pouco para pensar antes que seja tarde demais. Todos vamos morrer, quer sejamos pobres ou ricos.

O que você tem feito com os bens e posses que Deus tem te dado? A insensatez humana é achar que vai viver para sempre. Fazer planos como se a morte nunca chegasse. O apóstolo Tiago nos adverte: Agora, prestai atenção, vós que aclamais: ‘Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá nos estabeleceremos por um ano, negociaremos e obteremos grande lucro’. Contudo, vós não tendes o poder de saber o que acontecerá no dia de amanhã. Que é a vossa vida? Sois, simplesmente, como a neblina que aparece por algum tempo e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis afirmar: ‘Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo’. Entretanto, estais agora vos orgulhando das vossas capacidades. E toda vanglória como essa é maligna” (Tiago 4.13-16).

Jesus também advertiu na parábola do rico insensato: “Contudo, Deus lhe afirmou: ‘Tolo! Esta mesma noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?’ Isso também acontece com quem poupa riquezas para si mesmo, mas não é rico para com Deus” (Lucas 12.20-21). Em outras palavras: se você morrer hoje de que valeu acumular tantos bens? Para Deus você é pobre, cego e nu.

Quantos milhões poderás levar para encontrar-se com o Eterno? Se o Senhor te chamar hoje para a prestação de contas, como está a tua alma? Você tem usado aquilo que Deus tem lhe dado para o bem do próximo, para que a sociedade melhore? Tem um velho ditado que sempre é bom lembrar: “caixão não tem gavetas”. Ou uma frase que eu li em outro lugar que diz mais ou menos assim: “Tem pessoas que são tão pobres, mas tão pobres, que a única coisa que tem é o dinheiro”.


  Pr. Antônio Pereira Jr.
(1ª Igreja Congregacional em Guarabira – PB).
E-mail: oapologista@yahoo.com.br


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