terça-feira, 29 de novembro de 2016

RIR É FUNDAMENTAL


RIR É FUNDAMENTAL


“(...) Tempo de rir” Eclesiastes 3.4


Ser cristão é ser alegre. A religiosidade é que faz as pessoas ficarem chatas e horrivelmente intragáveis. Conheço muitas assim. Jesus também conviveu com muita gente assim. Já reparou que as pessoas que foram mais repreendidas por Jesus foram os religiosos, aqueles que se achavam mais santos que os outros? Sobre Cristo se diz que: “...Deus, o teu Deus, te escolheu e ungiu com óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros” (Hebreus 1.9). Óleo de alegria só o Espírito Santo dá. Quem não tem não pode ser visceralmente alegre. Infelizmente acho que muitos estão precisando desse óleo nas igrejas. 

A alegria em Cristo deve ser vista além das quatro paredes de um templo. No momento do culto cantamos: “a alegria do Senhor a nossa força é”. Mas que alegria é essa que só dura até o fim de um culto no domingo? Se Cristo habita em nossos corações, então devemos demonstrar isso no dia a dia. A alegria na alma transborda para os lábios. É impossível não sorrir. Até em momentos que nunca imaginamos. Já me deu vontade de rir em momentos constrangedores. Para mim sorrir é fundamental. Ou como já disse Charles Chaplin: “Um dia sem rir é um dia desperdiçado”. 

O riso, na história, sempre foi incompreendido, e até hoje o é, principalmente, no mundo evangélico. Para muitos ser “crente” é ser sempre aquele cara chato que acha que tudo é pecado e fica constrangido com a alegria alheia. Nas obras de Filebo, na República de Platão e também na Poética de Aristóteles já se encontram comentários sobre o riso. Platão diz que o risível é como um vício. Para ele, o riso e o risível seriam prazeres falsos, onde só os medíocres vivem rindo, pois entendia que o riso os afasta de buscar o prazer da verdade filosófica. Na Idade Média, em geral, o riso foi condenado. Era sempre sinal de fraqueza. Lembra do filme “O nome da rosa”?

Muitos pais da Igreja condenaram-no sob qualquer aspecto. Por isso, para a Igreja, um cristão não deveria rir, à semelhança do Mestre. O riso teria aparecido na história cristã, segundo pensavam, quando Adão pecou, sendo assim uma fraqueza humana. Não sei se é verdade, mas dizem que Martinho Lutero não achava assim... Ele havia dito que: “Se é proibido rir no céu, não quero ir para lá”. Regra geral, o riso demorou para ser reconhecido como algo benéfico. No entanto, Salomão já sabia que “o coração alegre é como o bom remédio” (Provérbios 17.22). O riso é terapêutico. Faz bem para a alma. 

Rir não é pecado. Muitos homens de Deus gostavam de rir. Charles Spurgeon, por exemplo, conhecido como o príncipe dos pregadores, era muito bem-humorado. Vez por outra, como pregador, prefiro fazer o povo sorrir que dormir. Algumas pregações têm efeito sonífero. Derrubam qualquer um. São verdadeiros calmantes verbais. Depois de 5 minutos ouvindo já estamos no mundo de Morfeu. 

Já escrevi no meu livro “Tudo tem um tempo determinado” que detesto gente chata. Como eu disse: “não é por nada não, é mais porque gente chata me consome a alma”. Não me acrescentam em nada. Quero conviver sempre com pessoas que me acrescentem alguma coisa boa. Mas esse tipo não me traz alegria alguma. Nem faço questão de falar com pessoas assim. Se não me dirigirem a palavra melhor ainda. Menos uma nuvem negra no meu dia de sol. Também trocar farpas com gente chata não vale a pena. A vida é muito curta para ficar desperdiçando com o veneno dos outros. Essas sanguessugas da alegria. Seres intragáveis. Claro, ficar chato uma vez perdida é até normal, o problema é ser chato 24 horas por dia. 

Gente alegre é diferente. É um bálsamo para a alma. Um alivio para o coração. Uma pessoa de bem com a vida rir de seus próprios defeitos. Nos dias nublados enxergam além das nuvens escuras. Reconhecem suas imperfeições. Sabem que nessa vida nem tudo tem que ser visceral, duro e sério. Coloque óleo da alegria em sua vida enferrujada. Já disse e vou repetir até o dia que eu morrer: detesto gente chata. Portanto, enquanto o ponto final não chega:


Sorria

Sorriso ou pranto?
É vírgula ou ponto?
Se bem ou mal,
Sorria sempre,
Pois por enquanto,
Aquele ponto,
Não é o final.



Pr. Antônio Pereira Jr.
(1ª Igreja Congregacional em Guarabira – PB).
E-mail: oapologista@yahoo.com.br

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

DEUS É MAIS SIMPLES QUE AS RELIGIÕES


DEUS É MAIS SIMPLES QUE AS RELIGIÕES


“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”
(Mt 11.28-30).



“Deus é mais simples que as religiões”, disse o poeta Mário Quintana, que não se considerava um religioso, embora fosse criado nos moldes do catolicismo. Eu particularmente acho que ele poderia ser agnóstico, não um ateu propriamente dito. Agnóstico é aquele que pode até acreditar na existência de Deus, embora não tenha certeza que de fato Ele exista. Literalmente falando um agnóstico é aquele que não tem o conhecimento necessário sobre a certeza da existência de uma divindade superior (um não conhecimento), pois “gnose” significa conhecimento. Em certo sentido eu concordo com a frase. Geralmente as religiões complicam tudo. 

Deus é simples, não no sentindo de ser simplista ou cuja constituição se pode conhecer plenamente. Não dá para dissecarmos a Deus como se faz com um cadáver humano para que se conheça seus pormenores. Deus é infinitamente Ele. Só Ele é o que é. Nesse sentido Ele é altamente complexo. Impossível a concepção pela mente humana. Como disse Santo Agostinho: “O finito não pode conhecer o infinito”. 

Deus é simples no sentido de se deixar conhecer. E nesse “deixar-se conhecer”, que conhecemos dEle já nos é suficiente. Sem barganhas, sem sacrifícios e sem teorizações filosóficas. Em contrapartida a religião exige normas, regras sobre-humanas, leis impraticáveis. É preciso cumprir exaustivamente os sacrifícios, oferendas e exigências das divindades mal-humoradas. 

Em Jesus tudo isso fica em segundo plano. As exigências do Deus-Pai foram cumpridas pelo Deus-Filho. É coisa de Deus não de homens. Nenhum homem poderia cumprir as exigências do Deus Eterno. E Cristo o nosso substituto pede pouca coisa, aliás, uma só coisa: que se creia nEle. Por isso o seu jugo é suave e seu fardo é leve. 

Um jugo, se você não sabe, é tipo uma peça de madeira que se colocava no pescoço dos animais. Geralmente eram dois bois ou outros animais fortes. Se fazia assim para que se controlasse o arado onde se fazia os sulcos no terreno, preparando-o para a plantação. O jugo desigual seria colocar a peça em dois animais de espécies diferente. Um boi e um cavalo, por exemplo. O que era proibido pela Lei (Deuteronômio 22.10). 

O jugo de Jesus é suave porque não carregamos o fardo da vida sozinhos. Ele sempre está conosco para nos ajudar. O alivio vem dEle. Todo descanso para a alma cansada só pode vir dEle. A religião nua e crua ao invés de aliviar a carga, aumenta o sofrimento do ser humano porque ela é quase sempre desumana. Essa é a diferença de Jesus e da religião. 

O fardo da religião é pesado. E como é pesado. O apóstolo Paulo sabia disso. Ele era um fariseu insensível. Um religioso que matava em nome de Deus. Um líder religioso que não conhecia a Graça, o amor e o perdão de Deus. Até que teve um encontro com o Mestre dos mestres. No caminho de Damasco (Atos 9) ele descobriu que servir a Jesus é uma coisa, servir a religião é outra totalmente diferente. Ele tentava viver perfeitamente. Era sincero no que fazia. Tantas exigências para que se viva uma vida intocável, pura e perfeita. Mas como um imperfeito pode viver perfeitamente?

A religião sufoca, mata, oprime... A religião escraviza, Cristo liberta. A religião entristece, Cristo dá alegria. A religião reprime, Cristo dá paz. A maioria das pessoas têm fé em algo, mas é preciso ter fé em alguém. É nisso que as religiões erram. O algo é efêmero, o alguém tem que ser Eterno. O algo é fraco, frágil, pueril. O alguém deve ser Todo-poderoso e imortal. 

Mas também não podemos colocar nossa fé em qualquer alguém. Esse alguém tem que ser Deus-Cristo, do contrário, colocar a fé em homens ou na religião vazia é outro grande erro que não se deve cometer. Hoje as pessoas estão crendo em falsos apóstolos, profetas, bispos e líderes falíveis. Colocar a fé na religião é colocar a fé em algo. Crer em Jesus é colocar a fé em alguém que não pode mentir. É esse alguém que merece ser adorado e amado com todas as nossas forças. Você está colocando sua fé em algo ou em alguém? Lembre-se do que Ele disse: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”. João 3.36 (KJV). 



Pr. Antônio Pereira Jr.
(1ª Igreja Congregacional em Guarabira – PB).
E-mail: oapologista@yahoo.com.br